Olhar em Frente

"Temos de aproveitar as oportunidades que a vida nos oferece. Devemos encontrar os oásis nos nossos desertos.
Os perdedores veem os raios. Os vencedores veem a chuva e com ela a oportunidade de cultivar.
Os perdedores são paralisados pelas perdas e pelos fracassos.
Os vencedores veem uma oportunidade para começar tudo de novo." Augusto Cury

Nesta escola estamos empenhados para que TODOS os alunos façam parte do grupo dos vencedores.

sábado, 28 de março de 2020

O que vejo da minha janela

Vamos partilhar as paisagens que observamos, das nossas janelas, já que temos tempo para as apreciar em pormenor.


Enquanto nas outras primaveras havia crianças a brincar, podíamos beijar-nos…, esta primavera parece mais um inverno fechado e solitário.
Olho para o lado e vejo, através da minha janela/varanda, carros estacionados, árvores e o silêncio da tristeza. Eu olho para as outras varandas, para os cantos e recantos e só vejo a tristeza de "nada". É o que este corona vírus (covid-19) fez e continua a estragar a nossa vida: a felicidade, a brincadeira e a paixão, isto foi o que ele nos retirou. Espero que tudo corra bem e que, em breve, possamos voltar a usufruir de um verão de sol, não um verão de cinzas.
E eu rezo, rezo e rezo para que o SARS 20 pare porque quero voltar a ver, através da janela, os campos a florir, as crianças a brincar e os carros a circular. Quero muito que tudo volte ao normal para podermos brincar, amar e principalmente aprender.
Pedro Carmo - 4ºE


Olá, eu sou o Ludgero, toda a minha turma está em casa, sabem porquê? Por causa do novo coronavírus, mas não podemos deixar de estudar, será sempre a nossa vida, também brincar, fazer expressões plásticas e fazer muita física.
Também vejo sempre as notícias e as pessoas têm de ficar em casa, lavar sempre as mãos e, quando se vai à rua, devemos tirar os sapatos à porta e ir logo desinfetar as mãos. Este coronavírus começou na China e já está em vários países, agora a China está a fazer o correto que é enviar material para Itália porque é o país mais infetado.
Como estou em casa vou muitas vezes à janela e vejo pessoas a passear, a falarem muito juntinhas e não estão a respeitar a distância porque assim saltam “perdigotos”. Da minha janela/varanda vejo à direita um mini-mercado onde as pessoas estão em fila para entrar; à esquerda vejo prédios dos quais, um estava em obras há alguns dias, e, ainda vejo uma lavandaria lá ao fundo. À minha frente vejo árvores, algumas têm flor e outras não porque ainda agora começou a primavera. E também vejo um restaurante da “Ásia”.
Eu na minha casa sinto-me bem, estou com os meus pais, falo pela câmara com a minha família e, de vez em quando, jogo "quiz" com a minha tia Mimi, pelo telemóvel. Também jogo xadrez com a minha mãe e, com o meu pai, jogo à bola na varanda e pintamos muitos desenhos.
Ludgero 4º E



Hoje é dia 30 de março, mas estou em casa desde o dia 13 do mesmo mês pois apareceu um novo vírus, o COVID-19 que é muito perigoso. Todas as escolas fecharam.
Para nos protegermos, eu, a minha mãe e o Zé Pedro (meu irmão) estamos em casa. O meu pai continua a trabalhar.
Cá em casa, criamos um horário onde ao longo do dia temos diferentes tarefas e atividades. Temos feito muitas coisas diferentes, há tempo para tudo, mas a professora sugeriu fazer uma atividade bem diferente: “O que vejo da minha janela”. Realmente vou muitas vezes à janela, mas nunca tinha percebido o que posso ver, sentir e ouvir da minha janela. Antes de ir à janela, sinto o calor dos raios de sol a entrar pela vidraça. Quando a abro, eu não oiço barulhos nem ruídos, apenas oiço os passarinhos a cantar e o sino da igreja a tocar. Sinto o vento a soprar e as árvores abanam muito.
Em frente à minha janela tenho um grande jardim com muitas árvores, plantas e uma piscina. Vejo os gatos e os passarinhos a beberem água na piscina.
Ao longe, vejo prédios com os meninos a brincarem nas suas varandas. Vejo que todas as varandas têm um arco-íris pintado que é um símbolo colorido e de esperança de que tudo vai ficar bem. Da minha janela, consigo falar e dizer olá a um amigo nosso, o Abilheira que também está em casa.
Na semana passada, da minha janela, eu assisti a um pequeno concerto que um dos meus vizinhos deu para nos animar. Foi muito divertido!
Estar em casa está a ser difícil, tenho saudades da escola, da professora, dos meus amigos, da minha família, dos meus avós, de passear e de ter aulas de dança. Estou a aprender a saber esperar, a lidar com as coisas más, a cuidar de mim e dos outros. Aprendi a fazer tarefas que só os meus pais faziam, cozinhar, estender e apanhar a roupa, passar a ferro, aspirar a casa e cuidar do meu irmão.
Eu estou a gostar, é muito bom estarmos mais tempo juntos como família, mas o que eu quero mesmo é que tudo volte a ser como antes e que todos fiquemos bem.
 Ana Carolina - 4ºE



Eu sou o Diogo e estou em casa há dezanove dias com a minha mãe e a minha irmã por causa de um vírus chamado COVID-19. Como este vírus é muito perigoso e está a contaminar o mundo inteiro, o estado encerrou as escolas para proteger as crianças deste vírus.
Tenho brincado, estudado e olhado pela janela… Por isso, vou contar-vos o que vejo da minha janela.
 Em frente da minha vidraça eu consigo ver um ringue e ao lado esquerdo vejo o meu jardim. Continuando a observar, vejo do lado direito o meu carro e, ao fundo, os ecopontos e o jardim da rua.
Vale a pena estar em casa porque passo mais tempo com a minha família. E assim continuarão os meus dias até poder voltar para a escola.
Diogo Pedras - 4º E




Eu sou a Luísa e vou apresentar o meu texto sobre o tema em questão. Nesta altura do ano, estamos todos em casa por um certo motivo: coronavírus ou covid-19.
O coronavírus provoca uma doença muito grave que está a matar muitas pessoas, por isso, temos a obrigatoriedade de ficarmos em casa para bem da saúde de todos nós. É por esse motivo que estou em casa com o meu irmão e o meu pai, mas a minha mãe tem de ir trabalhar porque é enfermeira. Nunca estou com os meus familiares porque todos devemos estar em isolamento para não transmitirmos a doença uns aos outros.
Eu vivo em Barcelos e para mim, é um dos lugares mais encantadores que conheço. O que eu consigo ver muito bem à minha direita são bastantes moradias encostadas à minha. Na parte da frente da minha casa vejo prédios e uma avenida.
 Nesta avenida passam carros e tem um passadiço que dá para fazer várias atividades, tais como: andar de bicicleta, correr, caminhar, etc. Na parte de trás da minha casa vejo um jardim botânico maravilhoso e dois hipermercados que são: o MERCADONA e o LIDL. Mesmo ao lado consigo ainda ver uma escola de ensino superior, chamada IPCA, que é muito grande.
Agora como é raro as pessoas andarem na rua, nota-se que o mundo está a ficar muito diferente, mais silencioso e limpo! Ao estarmos de quarentena, devemos aproveitar para apreciar mais o que está ao nosso redor.
Já não temos aulas há três semanas e eu sinto muito a falta da minha professora e também dos meus colegas todos. Tentei criar algumas atividades mesmo estando em casa. Tento fazer desporto, tenho aulas de dança e do centro de estudos, por videochamada, e também falo com as minhas melhores amigas, por mensagens, todos os dias. 
Para concluir, sinto que estou ansiosa para que a escola comece e tudo volte ao normal.
Luísa Albuquerque - 4º E



Da minha janela posso observar
Andorinhas a partir,
Andorinhas a voltar.

Da minha janela posso observar
Meninos a jogar à bola,
Meninos que iam para a escola.

Da minha janela posso observar, 
ao fim da minha rua,
uma flor sozinha a falar.

Da minha janela
Vejo o pomar,
Campos verdejantes,
E o grande azul do mar.

 Da minha janela
Fico encantada,
Ao ver a minha cidade
Toda iluminada.

Da minha janela


Vejo a esperança,
E um sonho que sonha
Que tudo se alcança.


Gabriela Sofia - 4º E

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